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Suor e bem estar

NÃO PODE CAIR: Entre eles e elas, na altinha, não tem bola dividida

POR Laura Cavazzani

Existem múltiplas versões sobre a origem da altinha, mas todas coincidem em que este esporte não competitivo nasceu nas areias do Rio de Janeiro nos anos 60. Alguns dizem que primeiro surgiram os passes de bola à beira-mar, onde hoje é habitual ver rodas de altinha,

que foram proibidas pela polícia durante a ditadura militar. Hoje, elas voltaram com força e quem joga logo percebe que se converte em um vício, seja na parte de areia fofa ou batida, perto do calçadão e dentro de quadras e campos de futebol society.

A altinha ou altinho, como também é chamado, é praticado no mínimo por duas pessoas e uma bola (de futebol de praia). O objetivo do jogo é não deixar a bola cair, ou seja, mantê-la no alto, daí seu nome. Os passes podem ser feitos com todas as partes do corpo menos com as mãos, braços e antebraços; como no futebol. A formação tradicional é em círculo e sua maior qualidade é que todos jogam a favor de todos, e não contra, como na maioria dos esportes. A criatividade na forma de passar a bola é infinita, indo desde a “bicicleta” ou “chilena”, até passá-la com o ombro ou inclusive com o bumbum.

A plasticidade dos movimentos faz com que a gente possa ficar horas observando este jogo. O esporte vem vencendo o frescobol em número de participantes e sendo muito praticado por mulheres, que veem no esporte algo menos agressivo que o futebol. Tanto é assim que desde 2010 se realiza o campeonato feminino de altinha Red Bull Roda de Bola, uma atração com público assegurado.

Em Maceió, a prática ainda não virou uma febre, mas é cada vez mais comum ver amigos tentando não deixar a bola tocar na areia. Entre a Pajuçara e Jatiúca a altinha envolve mais as mulheres, enquanto que no trecho entre as praias da Avenida e Pontal da Barra mais frequentes entre os homens, quase sempre aquecendo os marmanjos antes dos tradicionais bate-bola de fim de tarde naquela região.

Quer experimentar? Não se iniba de começar pagando mico por falta de habilidade, faz parte do aprendizado. São muitas as razões para que se dedique aos treinos sempre que for a praia com os amigos. Além do protetor solar, dos óculos, do boné e da canga, adicione aos itens obrigatórios a bola. Será a garantia de muito exercício com boas risadas!

 

ONDE PRATICAR

Geralmente a altinha é praticada à beira-mar e pode reunir gente de todas as idades, homens e mulheres. Como é preciso apenas duas pessoas para começar a jogar, a roda pode ser realizada em outros lugares, como parques, campos e quadras.

 

EQUIPAMENTOS

Para jogar a altinha apenas um equipamento é necessário: a bola. Qualquer tipo pode ser usado na brincadeira, mas, a usada para o futevôlei é a mais indicada para quem deseja jogar com mais facilidade. Isso porque ela é feita com uma tecnologia que a deixa mais rápida, mais macia e menos contundente. Além disso, é totalmente impermeável e molhada não tem o peso alterado. Custa em média R$ 150,00 nas lojas de esporte.

 

BENEFÍCIOS PARA O CORPO

É um esporte que trabalha a coordenação motora, a mobilidade das articulações, o reflexo e todos os músculos do corpo. Além disso, pode queimar cerca de 500 calorias por hora e também proporciona que você desfrute de lindos visuais enquanto está praticando a modalidade.

 

VOCABULÁRIO

Tirinho: A jogada mais forte do “altinho”. É uma cabeçada potente na direção do pé do parceiro, obrigando-o a defender a bola;

Caroço: Oposto de melzinho, jogada imprecisa;

Bambalalão: Travar a bola no peito do pé e levantá-la novamente, sem deixar que ela caia no chão. Só craque acerta essa jogada;

Romeu e Julieta: Matar a bola na coxa com um pé fixo no chão, enquanto a outra perna permanece ajoelhada. Posição clássica de declaração de amor e pedido de casamento;

Espeto: Bola “espirrada” para o lado oposto ao tentado;

Feijão com arroz: É o jogo fácil, normalmente um toque simples, sem firulas;

Estrogonofe: O oposto de arroz-com-feijão. Geralmente um lance de efeito, que impressiona e dificulta a rodinha;

Melzinho: Bola bem jogada, no pé do parceiro;

Rosca: Jogada de efeito;

Regimento da Roda: Ritmo do jogo. É importante não deixar cair o regimento, ou seja, manter sempre a bola perto do parceiro.

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