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Suor e bem estar

VOCÊ É O QUE VOCÊ COMPRA: Escolhendo saúde diante da prateleira

POR Antonio Maria do Vale

22h e diante da TV bate aquela fome de fim de noite. Você vai até a geladeira e… O que geralmente escolhe para forrar a barriga que, na maioria dos casos, sequer está roncando? Nessas horas o instinto nos empurra rumo às escolhas erradas, principalmente porque neste horário não devemos nos exceder quanto à alimentação. Mas sempre existe um jeito de consertar as coisas, e neste caso, a primeira delas é impedir que tais alimentos entrem em nossa casa. Isso mesmo, tudo começa nas compras e a ida ao supermercado tem sido a grande vilã da história, sempre nos induzindo a colocar no carrinho produtos altamente industrializados e pouco saudáveis.

Aprender a planejar as compras é o primeiro passo. Além de te direcionar para uma dieta mais sadia, a estratégia também lhe ajudará a evitar o desperdício causado pelas compras por impulso, tática muito bem elaborada pelo marketing de consumo das grandes redes de supermercado. Alguns meses seguindo o plano e, por osmose, alimentos ruins serão cada vez mais raros em sua despensa e geladeira. Em pouco tempo não vai nem se dar conta que tudo se transformou em hábito. Com biscoitos em casa será mais fácil ir até eles, mas, sem eles no armário, será difícil você sair para comprá-los. A preguiça se tornará uma aliada saudável.

Tome nota e confira as dicas do nosso time de nutricionistas.

  1. Planeje seu cardápio semanal: Planeje sempre o que você vai cozinhar e comer ao longo da semana: café da manhã, almoço, lanches e jantar. Compre produtos pensando nesse cardápio;
  2. Faça uma lista: Se você for às compras sem uma lista, as chances de colocar coisas extras no seu carrinho aumentam. Distribua os itens por seções: frutas, vegetais, grãos, carnes… e siga à risca, resistindo as tentações;
  3. Deixe a fome em casa: nunca vá às compras com fome. Quando isso ocorre o estômago pensa pelo cérebro. Estudos demonstram que, com fome, uma pessoa tende a comprar mais alimentos. De barriga vazia você acaba colocando algum biscoito ou lanche rápido no carrinho;
  4. Crianças: Deixe-as em casa sempre que possível. Elas não compreendem as questões de quantidade e valor e, em alguns casos, farão uso do drama, choro e até gritaria para nos convencer a comprar o que elas querem;
  5. Pelos corredores: Se parar para analisar, verá que os alimentos mais saudáveis ficam nas extremidades. Antes deles, uma gama de produtos de apelo mais comercial. Todo o layout dos supermercados é feito com um só objetivo: você comprar mais do que precisa;
  6. Produtos frescos: Na hora da escolha das carnes, ovos, laticínios e peixes, busque adquirir os mais frescos. Procure sempre os com data de fabricação mais recente. A tendência natural é levarmos aqueles com data de validade longa, entretanto, quanto maior este prazo, maior é o número de conservantes que darão vida longa ao produto;
  7. A ordem altera o produto: Ao entrar no supermercado vá direto a seção de vegetais e frutas. Depois para a de grãos, seguida da de carnes. Assim você terá menos espaço para adicionar produtos quando chegar aos corredores de doces, biscoitos, refrigerantes e outras delícias. É uma atitude psicológica. Ao ver o carrinho lotado, seu subconsciente ligara o alerta de que é hora de ir embora;
  8. Informe-se: Leia rótulos e tabelas nutricionais, evitando produtos com conservantes, acidulantes, aromatizantes, corantes, açúcares refinados, xaropes… Uma dica é desconfiar de qualquer nome que pareça ser muito técnico, que te lembrem das aulas de química;
  9. Quase lá: O maior teste será na espera para pagar. Já notou que no ziguezague da fila de pequenas compras só existem guloseimas? Você ali parado e tudo aquilo apelando por uma mão estendida. Nessa hora, lembre-se do joguinho de celular;
  10. Já em casa: Depois das compras, é possível que ainda existam produtos ruins das compras anteriores. Antes de organizar as sacolas, faça uma faxina descartando todos os alimentos que não pretende mais comer. E não precisa jogar fora, muita coisa pode ser separada e doada a uma instituição de caridade.

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